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V Jornadas APAV Açores Contra a Violência em Lagoa

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V Jornadas APAV Acores 01

Decorreram a 15 de novembro, no Cine Teatro Lagoense, as V Jornadas APAV Açores Contra a Violência. Nesta quinta edição, as jornadas reuniram vários especialistas em torno de três temáticas centrais: violência filioparental, apoio online a vítimas de crime e violência contra pessoas com deficiência intelectual e/ou multideficiência.

Durante a manhã, as jornadas receberam vários oradores e oradoras que se debruçaram, no I Painel, sobre a temática da violência filioparental nas suas múltiplas vertentes, abordando a influência das dinâmicas familiares, o enquadramento legal da violência filioparental, o apoio a vítimas de violência filioparental e a intervenção junto de crianças e jovens agressores. A propósito desta temática, a APAV lançou ainda o relatório Estatísticas APAV - Crimes de Violência Doméstica | Violência Filioparental 2013-2017.

Durante a tarde abordaram-se, no segundo painel, temas relacionados com o apoio online a vítimas de crime, no qual se abordou a implementação do apoio online no concelho de Lagoa, o projeto T@lk da APAV e se debateu a importância do apoio à distância no apoio a vítimas de crime.

No III Painel, debateram-se as diversas formas de violência contra pessoas com deficiência mental e/ou multideficiência, o seu enquadramento legal e as respostas sociais para estas vítimas.

As V Jornadas APAV Açores Contra a Violência encerraram com a intervenção de Sílvia Branco, gestora da APAV Açores, e contaram com o apoio do Município de Lagoa.

Movimento #respectbattles: combate o ódio com respeito

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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promove o movimento #respectbattles, uma campanha de sensibilização que tem o objectivo de combater o discurso de ódio. O movimento #respectbattles arrancou com o vídeo inaugural da autoria de Malabá. Cada uma das batalhas tem como alvo quatro crimes de ódio: ódio étnico e racial (Ace); ódio a pessoas LGBTIQ+ (M7); ódio e intolerância religiosa (Papillon); e ódio a imigrantes e refugiados (Estraca).

A campanha é inspirada no conceito das Rap Battles - as batalhas musicais que têm o ódio como génese e nas quais são trocadas ofensas e insultos, à semelhança do que acontece na relação entre quem odeia e quem é alvo desse ódio. Nesta campanha, a luta é contra o ódio e não contra as pessoas. Aqui, os protagonistas são colocados frente-a-frente com as vítimas – e, em vez de gritarem palavras de ódio, gritam palavras de respeito.

Após a contribuição inicial destes rappers, a APAV incentiva todos e todas a partilhar, nas redes sociais, as suas próprias contribuições para o combate ao ódio, sempre com a hashtag #respectbattles.

A campanha Respect Battles foi desenvolvida no âmbito do projeto "Ódio Nunca Mais: Formação e Sensibilização para o Combate aos Crimes de Ódio e Discurso de Ódio". O projeto conta com o cofinanciamento do Programa Direitos, Igualdade e Cidadania/Justiça da União Europeia, com a parceria nacional da Polícia Judiciária e da Procuradoria-Geral da República, bem como com a parceria associada da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, e ainda com organizações europeias parceiras - Faith Matters (Reino Unido), Solidarci (Itália), Swedish Crime Victim Compensation and Support Authority (Suécia), Victim Support Austria (Áustria) e Victim Support Malta (Malta). O movimento Respect Battles será difundido nos países das entidades parceiras.

Ficha Técnica

APAV lança estatísticas sobre violência filioparental no período 2013-2017

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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apresenta o relatório Estatísticas APAV: Crimes de Violência Doméstica | Violência Filioparental 2013-2017. Neste período, a APAV abriu 3.387 processos de apoio relativos a violência filioparental, nos quais se contabilizaram 7.076 factos criminosos.

A violência filioparental caracteriza-se por atos violentos e intencionais de filhos em relação aos pais – envolvendo ameaça, intimidação e domínio para a obtenção de controlo e poder. Dos factos criminosos contabilizados, 6.627 (94%) correspondem a crimes de violência doméstica em sentido estrito (atos criminais enquadráveis no art. 152º, como maus tratos físicos, maus tratos psíquicos, ameaça, coação, injúrias, difamação e crimes sexuais).

A vergonha e a manutenção do mito da harmonia familiar favorecem o secretismo em torno do problema, o que tem contribuído para uma intervenção menos desenvolvida neste campo do que noutros tipos de violência intrafamiliar (como o abuso/negligência dos filhos ou a violência entre parceiros íntimos).

A violência filioparental não é um problema individual ou uma questão restrita ao contexto familiar; é um problema social, de justiça e de saúde pública. A APAV tem vindo a alertar a sociedade portuguesa para esta realidade, ainda obscura, da violência doméstica praticada pelos filhos contra os pais.

Nos dados agora apresentados, 81,69% das vítimas são do sexo feminino. Cerca de 48% dos pais vítimas de violência doméstica tinham 65 ou mais anos de idade. Na maioria dos casos, o autor do crime é do sexo masculino (68,65%) e com idades compreendidas entre os 36 e os 45 anos (17,7%). Destaca-se que o número de autores e autoras de crime (3.579) ultrapassou, no período em questão, o número de vítimas (3.369).

A violência doméstica, também na forma da violência filioparental, é um crime público que não pode ser remetido ao silêncio.

A APAV está disponível para ajudar através de diferentes serviços, nomeadamente através da Linha de Apoio à Vítima - 116 006 (dias úteis, 9h-21h) – o número gratuito e confidencial de apoio da APAV.
 

Estatísticas APAV: Crimes de Violência Doméstica | Violência Filioparental 2013-2017

V Jornadas APAV Açores Contra a Violência | 15 Novembro

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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promove no dia 15 de Novembro de 2018 as V Jornadas APAV Açores contra a Violência, em Lagoa. O evento terá lugar no Cine Teatro Lagoense.

Após quatro edições em Ponta Delgada, pela primeira vez Lagoa será palco de discussão e reflexão partilhadas com os vários parceiros sobre temáticas no âmbito do apoio a vítimas de crime e a prevenção da vitimação e da violência.

No evento, que irá reunir diversos especialistas, serão abordadas três áreas principais: Violência Filioparental; Apoio Online a Vítimas de Crime; e Violência contra Pessoas com Deficiência Intelectual e/ou Multideficiência.

Valor da inscrição: 5€

Inscrições, programa e informações:
apav.pt/jornadas

Diário de Notícias | "Fake news: sites portugueses com mais de dois milhões de seguidores"

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"O negócio é rentável. A audiência dos sites de desinformação permite um retorno de milhares de euros pagos pela publicidade do Google. Só no Facebook, mais de dois milhões seguem estas páginas portuguesas.

A mentira começa no título. Um dos mais bem-sucedidos sites de desinformação em Portugal chama-se Bombeiros 24. Mas não tem nada que ver com bombeiros. Quem pesquisa este nome no Google encontra um anúncio a um serviço falso: "Bombeiros 24 horas". Se carregar no link, em vez de uma linha SOS, ou de um contacto, encontra apenas um site. E de desinformação.

No último mês, esta página conseguiu ter mais de 939 mil partilhas dos seus textos no Facebook. Nessa rede social, a página tem um nome ainda mais enganador: Bombeiros Portugueses. Tem quase 300 mil seguidores. Gente real, educada, preocupada. Mas o conteúdo não deixa muitas dúvidas sobre o que faz na realidade: desinformação. No dia 4 de novembro uma "notícia" do site citava o coordenador do Observatório da Emigração, Rui Pena Pires, dizendo que Portugal precisa de imigrantes. No Facebook, os administradores do site mostram o que pensam sobre o tema: "Afirmações um tanto ou quanto ridículas. Talvez se dessem valor ao trabalho dos portugueses houvesse mais gente disposta a trabalhar em certas áreas." (...)

Segundo dados do sistema de análise usado pela redação do DN para avaliar a sua audiência em redes sociais, na última semana, dois dos três artigos escritos em Portugal com mais partilhas no Facebook foram feitos por páginas de desinformação. (...)

Como é comum no mundo inteiro, este tipo de sites quer ainda criar um modelo de político. "Bolsonaro: O mundo está a mudar...as pessoas estão cansadas de falinhas mansas!" (Semanarioextra). "Putin: Quem não queria um destes?" (Tafeio.com.pt). Enquanto elogiam um político "especial", estes sites mostram que há razões para que os cidadãos portugueses sejam desconfiados. "Até hoje, nenhum chinês morreu em Portugal. Não há nenhum registo! Estranho...", escreve a página Diariopt. A mentira é tão óbvia que torna o êxito do tema difícil de entender: Teve 21,3 mil partilhas no Facebook, no último mês. (...)

Outro tema recorrente é o da xenofobia. O Lusopt escreve que a "Câmara de Lisboa despeja pessoas para construir mesquita" e, um pouco adiante, acrescenta uma outra história, com o mesmo pano de fundo, em que "nove freiras ficam grávidas num mosteiro que abriga refugiados". Esta é a narrativa que circula rapidamente pelas redes sociais. A forma organizada como se propaga, hoje, tem todas as condições para se tornar relevante no próximo ano (com eleições europeias e legislativas). Aí, tal como já aconteceu em vários países (EUA, Brasil, Itália, Suécia, para falar apenas nos exemplos mais recentes), o papel da desinformação pode ser decisivo.

Por princípio, não há muitos eleitores dispostos a aceitar opiniões ou factos falsos ditos por alguém que surja no meio da rua de cara tapada e voz distorcida. Mas há milhões de portugueses (pelo menos metade dos eleitores habituais) que aceitam ler e até reproduzir o que dizem estes sites anónimos."

Fonte: Diário de Notícias