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Campanha APAV 30 Anos | Nuno Moreira

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Nuno Moreira é enfermeiro no Hospital Curry Cabral.

Apoia a APAV porque “é uma organização nacional importantíssima e de referência no apoio às vítimas de crime em Portugal. Enquanto profissional de saúde, estou em diversos planos exposto a situações de risco nas quais o crime e a vítima tem uma relação muito íntima, o que faz com que perceba e muito valorize o contributo que a APAV nos dá a todos nós, enquanto sociedade. É neste contexto de tomada de consciência dos direitos da vítima de crime e com o objetivo de contribuir neste mais do que justa homenagem a todos os que fazem da APAV o que ela é hoje: sempre presente, reinventando-se, apoiando e fortalecendo-se a si e a todos os que a ela recorrem, ao longo destes 30 anos. É notável! Bem hajam e não desistiremos nunca.”

O Nuno é a décima pessoa a participar na campanha 30 Anos APAV, Pelos Direitos das Vítimas.

Para mais informações sobre as atividades dos 30 Anos da APAV consulte o site apav.pt/30anos.

Os e-mails de 'sextortion' estão de volta

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A APAV, através da Linha Internet Segura, tem verificado um número elevado de denúncias relacionadas com o envio de e-mails de sextortion, A Linha Internet Segura alerta que estas tentativas de extorsão por e-mail não são novas, tendo-se verificado um ressurgimento dos mesmos nas últimas semanas, com burlões a tirarem partido dos tempos de isolamento que vivemos para fazer ressurgir esta ameaça.

Sextortion consiste na ameaça de publicação de imagens privadas e sensíveis de cariz sexual, a menos que a vítima pague uma determinada quantia ao criminoso. O esquema atualmente em circulação consiste no envio de uma mensagem de e-mail por um alegado hacker, que afirma ter acedido à webcam da vítima e ter na sua posse vídeos da pessoa em causa a ver filmes pornográficos na Internet. O remetente do e-mail ameaça divulgar estes vídeos se a vítima não lhe pagar o montante exigido. Para aumentar a credibilidade da sua mensagem, o criminoso informa que conhece a password do e-mail do destinatário e indica-a no e-mail. O criminoso teve acesso a esta password (atual ou antiga) do destinatário em virtude de situações anteriores de obtenção ilícita e massiva e subsequente divulgação online de dados de acesso a contas de e-mail.

A ameaça não é credível e deve ser ignorada. No entanto, se for vítima desta tentativa de ataque:

  • Não responda ao e-mail;

  • Não efetue qualquer pagamento: para além de muito provavelmente, neste caso, o criminoso não ter na sua posse qualquer vídeo seu, o pagamento vai incentivá-lo a continuar a chantageá-lo a si e a outras pessoas;

  • Altere a sua password, sobretudo se a que o criminoso mencionou no e-mail que lhe enviou for a atual. Para se proteger deste e de outros esquemas informáticos, é importante que as suas passwords sejam seguras e alteradas com regularidade;

  • Peça o apoio da APAV através da Linha Internet Segura.

A Linha Internet Segura tem por base o atendimento telefónico e online, com o objetivo de promover uma utilização mais segura da internet, presta apoio a vítimas de cibercrime e aconselhamento na adoção de comportamentos seguros online. Está disponível através do número 800 21 90 90 (dias úteis, entre as 9h e as 21h) ou do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.. O apoio é confidencial e gratuito.

Bruno Nogueira promove angariação de fundos a favor da APAV

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Bruno Nogueira

A APAV foi uma das instituições escolhidas pelo ator, humorista e apresentador de televisão Bruno Nogueira para uma iniciativa de angariação de fundos durante as emissões em direto no seu perfil de Instagram.

De 20 de abril a 24 de abril foram angariados 2156,17€ através do contributo solidário dos/as portugueses/as que acompanharam o "Como é que o bicho mexe?".

Sendo uma instituição sem fins lucrativos, a APAV vive muito da força solidária e sem esta a nossa missão de apoiar quem é vítima de crime tornar-se-ia muito mais difícil de cumprir.

Agradecemos ao Bruno Nogueira e a todos/as que contribuíram.

Ilustração: Nuno Markl

25 de abril | A liberdade ainda não é de todos

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A APAV assinala o 25 de abril de 1974 recordando a campanha: "A liberdade ainda não é de todos".

A campanha foi desenvolvida criativamente e de forma mecenática pela agência Wunderman Thompson.

Análise do Estatuto do Cuidador Informal

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No passado dia 6 de setembro foi publicado, em Diário da República, em anexo à Lei n.º 100/2019, o Estatuto do Cuidador Informal.

A Lei n.º 100/2019 e o Estatuto em anexo, foram aprovados pelo Parlamento, por unanimidade, a 5 de julho de 2019, e promulgados pelo Presidente da República a 6 de agosto.

Esta Lei que veio alterar o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social e a Lei n.º 13/2003, visou a regulação dos direitos e deveres do/a cuidador/a e da pessoa cuidada, bem como estabelecer medidas de apoio destinadas aos/às cuidadores/as.

O artigo 15.º da Lei previa a sua regulamentação no prazo de 120 dias, ou seja, até dia 6 de janeiro de 2020. Tal veio a acontecer no dia 10 de janeiro de 2020, com a publicação da Portaria n.º 2/2020, que Regulamenta os termos do reconhecimento e manutenção do Estatuto do Cuidador Informal. Dois meses depois, no dia 10 de março, foi publicada a Portaria n.º 64/2020, que define os termos e as condições de implementação dos projetos-piloto previstos no Estatuto do Cuidador Informal.

Segundo dados apresentados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) relativos a 2017, em média 13,5% da população com mais de 50 anos presta cuidados a uma pessoa idosa diariamente (7,2%) ou semanalmente (6,3%). O Inquérito Social Europeu de 2014 estimou que 1 em 3 adultos com idades compreendidas entre os 25 e os 75 anos presta cuidados informais e que 1 em 13 cuidadores/as presta cuidados durante no mínimo 11 horas por semana . Em Portugal, estima-se que existem mais de 800 mil cuidadores informais.

No âmbito da violência contra pessoas idosas, sabe-se que na maior parte das situações, esta é cometida por familiares e/ou cuidadores/as da vítima, sendo por isso este um tema sobre o qual a APAV se tem debruçado, particularmente no âmbito do projeto Portugal Mais Velho.

Assim, a APAV propôs-se a fazer uma análise crítica do Estatuto do Cuidador Informal, bem como das duas Portarias que o regulamentam, de forma a permitir uma melhor compreensão desta legislação e suas consequências para a vida dos/as cuidadores/as informais e das pessoas de quem cuidam, bem como para melhor acompanhar os desenvolvimentos nesta matéria.