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Barómetro APAV/Intercampus: Perceção da População sobre Cibersegurança

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A APAV apresenta hoje as conclusões do Barómetro APAV/Intercampus sobre a “Perceção da População sobre Cibersegurança”. O inquérito sobre cibersegurança foi desenvolvido no âmbito da parceria mecenática entre a APAV e a Intercampus, resultando da aplicação de um questionário junto da população portuguesa.

A informação foi recolhida através de entrevistas online, junto de um painel de internautas, no período entre 27 de fevereiro e 8 de março de 2020. O inquérito é composto maioritariamente por perguntas fechadas sobre, por exemplo, a frequência de acesso à internet, atividades que realiza online, perceções sobre cibersegurança, perceções sobre cibercrime, estruturas de apoio a vítimas de cibercrime.

Destacamos algumas conclusões:

• 24% dos inquiridos considera estar bastante bem informado sobre os riscos inerentes ao Cibercrime

• Apenas 10% dos inquiridos declara ter conhecimento de alguma estrutura em Portugal que preste Apoio a Vítimas de Cibercrime

• 17% do total da amostra tem conhecimento da Linha Internet Segura, sendo que 7% dos que conhecem já contactou ou conhece alguém que tenha contactado com a Linha Internet Segura

As conclusões do Barómetro APAV/Intercampus serão apresentadas esta tarde, pelas 17h, numa transmissão em direto no Instagram da APAV. Ricardo Estrela, gestor da Linha Internet Segura, e Clara Francisco, representante da Intercampus, estarão à conversa sobre o tema.

 

Consulte aqui o documento:
Barómetro APAV/Intercampus | Perceção da População sobre Cibersegurança (PDF)

Campanha APAV 30 Anos | Telma Monteiro

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Telma Monteiro é uma atleta olímpica portuguesa, na modalidade Judo e é a atleta mais titulada do judo português. Tem cinco títulos de campeâ da Europa e quatro títulos de vice-campeã mundial, para além disso tem duas condecorações: Oficial da Ordem do Mérito (2012) e Comendadora da Ordem do Mérito (2016).

A atleta é a nona personalidade portuguesa a associar-se à campanha APAV, 30 Anos Pelos Direitos das Vítimas.

Para mais informações sobre as atividades dos 30 Anos da APAV consulte o site apav.pt/30anos.

Abril | Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância

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Design: Mariana Flores

Em Abril assinala-se o Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância. Qualquer criança ou jovem pode ser alvo de violência, seja ela física, psicológica ou sexual, presencialmente ou em contexto online, independentemente da sua idade, sexo ou estatuto socioeconómico. No entanto, não tem de ser “para sempre”. Todos nós podemos e devemos ajudar a parar este flagelo.

Se conhecerem uma criança ou jovem vítima de violência, escutem-na, e sobretudo peçam ajuda. Digam-lhe que há alguém que a pode ajudar e que estarão sempre do seu lado. Se és uma criança ou jovem vítima de maus-tratos, não hesites: pede ajuda a alguma pessoa adulta da tua confiança.

Em Abril, e sempre, todos e todas temos o dever de proteger as crianças e jovens e de prevenir qualquer forma de violência. Somos todos e todas agentes muito importantes na segurança de todos os elementos da nossa comunidade!

O terceiro número da Newsletter do projeto PROVÍTIMAS já está disponível

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A APAV e os seus parceiros no projeto PROVÍTIMAS: O Papel do Ministério Público na Promoção dos Direitos das Vítimas, lançaram, no passado dia 16 de abril, a terceira edição da Newsletter do projeto onde dão conta das atividades que têm vindo a ser realizadas.

O projeto PROVÍTIMAS é uma iniciativa cofinanciada pelo Programa Justiça da União Europeia que tem por objetivo estudar o papel do Ministério Público na efetiva implementação dos direitos das vítimas e apresentar recomendações práticas neste sentido.

Neste projeto, a APAV conta com a parceria da Procuradoria-Geral da República, do Centro de Investigação de Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e, a nível europeu, de organizações da Croácia, Irlanda e País Basco, Espanha.

"Quem 'achata a curva' da solidão?"

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mãos pessoas idosas

Duas investigadoras portuguesas chamam a atenção para os efeitos do isolamento nas pessoas idosas e questionam: quem “achata a curva” da solidão?

Ana Henriques do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, e Isabel Dias do Instituto de Sociologia da mesma Universidade, publicaram no passado dia 14 de abril, o artigo As duas faces do isolamento dos idosos em tempo de pandemia: quem “achata a curva” da solidão?, como um dos capítulos da série de textos publicada pela Unidade de Doenças Emergentes do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário de São João e a Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

As investigadoras portuguesas apresentam o paradoxal efeito do isolamento profilático a que os portugueses estão sujeitos desde que o Estado de Emergência foi declarado no nosso país, a 18 de março de 2020. As medidas de contenção tomadas, particularmente o isolamento social, têm por objetivo gerir o número de infetados e “achatar” a curva epidemiológica da pandemia. No entanto, alertam as autoras, estas medidas “vêm desafiar muitas das crenças instaladas na saúde (…): o isolamento social faz mal à saúde e ao bem-estar geral.”.

Como referem as autoras, o isolamento social é considerado um problema de Saúde Pública e está associado a doenças cardiovasculares, autoimunes, neurocognitivas e do foro mental - como a depressão e a ansiedade. Além do mais, o isolamento é um fator de risco de crime e violência.

O principal alerta deixado pelas autoras é o facto de o isolamento afetar desproporcionalmente as pessoas idosas. Quer aquelas cujo único contacto social se encontra fora de casa, quer as que vivem em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, apresentam maior vulnerabilidade não apenas aos efeitos da pandemia, mas também aqueles efeitos negativos do isolamento, incluindo o aumento do risco de violência continuada, agravado agora pela mais difícil deteção por parte de serviços médico-sociais ou outros.

Apresentando um grave problema de que urge falar e para o qual não existe ainda uma resposta estratégica, as autoras apresentam algumas ideias para dirimir o impacto negativo do isolamento na saúde e bem-estar das pessoas idosas.

Ainda que admitindo verificarem-se diferenças significativas no acesso e níveis de literacia digital, Ana Henriques e Isabel Dias afirmam que “(…) a tecnologia pode ser aproveitada para providenciar suporte social e aumentar o sentimento de pertença nos idosos isolados”, o que poderá, no mínimo, envolver um contacto telefónico mais regular com familiares, amigos ou voluntários, por exemplo.

Têm surgido várias iniciativas neste âmbito. Destacamos a recentemente criada Linha SOSolidão (800 912 990) da Fundação Bissaya Barreto que é gratuita e pode ser contactada entre as 10h00 e as 17h00 de segunda a sexta-feira. Esta resposta de âmbito nacional tem por objetivo combater o isolamento e acionar os mecanismos de apoio local disponíveis, como por exemplo, a entrega de bens ou medicamentos.

Para combater aquelas desigualdades no acesso e de literacia digital, no âmbito da Iniciativa Nacional Competências Digitais (Portugal INCoDe.2030) foi criada a Linha “Somos Tod@s Digitais” (800 100 555) que pretende prestar apoio à utilização segura e responsável de soluções digitais para comunicar e aceder a serviços à distância. Ao contactar esta linha será possível falar com estudantes voluntários do ensino superior, de cursos ligados à informática e sistemas de informação, que ajudarão na utilização das principais plataformas de comunicação (Facebook, Instagram, Messenger, WhatsApp e Skype). Além disso, no site somostodasdigitais.pt é possível assistir a vídeos explicativos sobre estas plataformas. O objetivo principal é contribuir para promover uma maior interação com a família e amigos, ajudando as pessoas a adquirirem algumas competências básicas que lhes permitam diminuir os efeitos do isolamento a que estão sujeitos.

Em situações de crime ou violência, é possível obter o apoio da APAV através da Linha de Apoio à Vítima (116 006) – chamada gratuita, disponível todos os dias úteis das 9h00 às 21h00. Para mais informação clique aqui.

Como alertam Ana Henriques e Isabel Dias, “(…) isolar fisicamente os idosos irá reduzir a transmissão do vírus e “achatar” a curva epidemiológica da pandemia (…)” mas não nos podemos deixar de questionar quem achatará a curva da solidão.