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Público: "APAV defende que menores devem ser ouvidos em casos de violência doméstica"

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"De acordo com o psicólogo da APAV, há vários casos em que o Tribunal Criminal decreta uma medida de afastamento ao mesmo tempo que o Tribunal de Família e Menores decreta um período de visitas do progenitor agressor aos filhos, sem ouvir a criança.

As crianças e os jovens deveriam ser ouvidos no âmbito dos processos de regulação parental em contexto de violência doméstica porque melhor do que ninguém conhecem as dinâmicas do relacionamento abusivo entre os progenitores, defende a APAV.

Em entrevista à agência Lusa, o psicólogo e responsável pela área da violência de género e doméstica da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apontou que "é importante ouvir os jovens e as crianças" nos processos de regulação das responsabilidades parentais quando existe uma situação de violência doméstica"porque eles têm muitas coisas importantes para dizer".

 Isto não acontece, não são ouvidas as crianças e os jovens neste tipo de processos", criticou Daniel Cotrim. De acordo com o responsável, só recentemente começou a haver alguma sensibilidade e sensibilização por parte dos magistrados para perceberem o que é que as crianças querem.

"Elas são especialistas em questões de risco e segurança porque eles conhecem muito bem quais são as dinâmicas daquele relacionamento abusivo entre o pai e a mãe", defendeu, acrescentando que conhecem "os gatilhos" e os momentos em que o risco aumenta.

Denunciou que, na maior parte das situações acompanhadas pela APAV, há um "desfasamento" entre os Tribunais de Família e Menores, onde correm os processos de regulação das responsabilidades parentais, e os Tribunais Criminais, que decidem sobre processos-crime, como os de violência doméstica. (...)"

Fonte: Público

ALERTA: Chamadas fraudulentas

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Chamadas Falsas

O Centro Nacional de Cibersegurança alertou recentemente para telefonemas que estão a ser feitos em nome da Microsoft, para roubo de informações e/ou ataque de ransomware.

Se receber uma chamada em nome da Microsoft, realizada a partir de um número internacional, a pedir detalhes como informações sobre o seu cartão de crédito, credenciais de acesso ao computador ou a qualquer outra plataforma online, ignore porque é fraude. Trata-se de telefonemas falsos, que estão a ser feitos em nome da Microsoft para roubo de informações e/ou ataque de ransomware.

Em comunicado, o CNCS afirma que “tem-se vindo a notar um aumento de telefonemas fraudulentos em nome da empresa Microsoft” e através de falsos “funcionários” que tentam aceder a detalhes dos cartões de crédito e “incentivam as vítimas a instalarem programas maliciosos no seu computador“. Objetivo: conseguirem aceder remotamente a dados sensíveis com a intenção de roubar informações e conseguir codificar o conteúdo das máquinas, exigindo um resgate para que este seja desbloqueado.

Se receber uma chamada deste tipo, não deve dar resposta a este género de contacto e, muito menos, fornecer qualquer tipo de dado pessoal.

CAP SUL - Centro de Acolhimento e Proteção | 5 Anos

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A APAV assinala no dia 2 de março o 5.º aniversário do Centro de Acolhimento e Proteção da APAV – CAP SUL. O CAP SUL começou a acolher mulheres vítimas do crime de tráfico de seres humanos, muitas vezes acompanhadas por crianças, em março de 2014, sendo o terceiro Centro de Acolhimento e Proteção do país para estas vítimas. Inaugurado através de um Compromisso com a Secretária de Estado da Igualdade, o CAP SUL veio contribuir para uma maior cobertura geográfica de estruturas de acolhimento para vítimas de tráfico de seres humanos.

Ao longo de cinco anos, o CAP SUL registou 51 acolhimentos. Recebeu 37  mulheres vítimas de tráfico de seres humanos e 14 jovens e crianças menores de idade, de cerca de 15 nacionalidades diferentes. A maioria foi vítima de exploração laboral, servidão doméstica e exploração sexual. O trabalho do CAP SUL assenta, sobretudo, numa intervenção qualificada e humanizada junto destas vítimas.

O CAP SUL dispõe de acolhimento prolongado e de emergência para vítimas de tráfico de seres humanos, identificadas no âmbito de operações policiais ou de outras operações, em que se verifique a necessidade de acolhimento por razões de segurança. O acompanhamento às vítimas é feito de forma personalizada e consistente.

Decorridos os primeiros 5 anos de atividade, o CAP SUL continuará a dar seguimento ao trabalho principal que tem vindo desenvolver junto das vítimas de tráfico de seres humanos: fornecer às mulheres, acompanhadas ou não pelos/as seus/suas filhos/as menores de idade, a satisfação de todas as suas necessidades básicas, com condições de vida o mais próximas possível de uma estrutura familiar, promovendo o seu valor pessoal e social, a sua segurança, saúde, formação e a sua reintegração na sociedade.

Para assinalar este 5.º aniversário, o CAP SUL irá desenvolver diversas atividades ao longo do ano de 2019, contando para o efeito com a colaboração e cooperação de várias entidades parceiras, públicas e privadas, que integram a comunidade na qual o Centro se insere e que têm acompanhado o Centro nestes 5 anos de atividade e crescimento.

"Bartoon"

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"Bartoon" por Luís Afonso
Jornal Público, 28 Fevereiro 2019

Gabinete de Apoio à Vítima de Ponta Delgada da APAV: 15 Anos ao Serviço da Comunidade

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Logo GAV PontaDelgada 15Anos 

Há 15 anos, no dia 22 de fevereiro de 2004, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) formalizava o seu primeiro compromisso com a comunidade da Região Autónoma dos Açores. O Gabinete de Apoio à Vítima (GAV) da APAV estabelecia-se na região, na cidade de Ponta Delgada, com um objetivo primordial inerente aos serviços de proximidade da Associação: dar resposta às necessidades de apoio de todas as pessoas vítimas de crime, seus familiares e amigos/as, que se traduz no atual momento num total de mais de 5 mil pessoas apoiadas, desde 2004.

Passados 15 anos, o GAV Ponta Delgada tem marcado a diferença na vida das pessoas vítimas de crime e na comunidade, assinalando uma aposta de sucesso, através da sua resposta multidisciplinar adequada às suas necessidades. Desde a sua implementação, o GAV Ponta Delgada tem um histórico de mais de 15 mil atendimentos, constituindo a sua maioria crimes contra as pessoas: vida ou integridade física e liberdade pessoal.

No âmbito das comemorações deste 15.º aniversário, o GAV Ponta Delgada promove um seminário na segunda-feira, 25 de fevereiro. O seminário "Gabinete de Apoio à Vítima de Ponta Delgada: 15 Anos ao Serviço da Comunidade" terá lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada e contará com a participação de João Lázaro (Presidente da APAV), José Manual Bolieiro (Presidente da C.M. Ponta Delgada), Sílvia Branco (Gestora da APAV Açores), Carla Ferreira (Gestora técnica da Rede CARE) e Raquel Rebelo (Gestora do GAV Ponta Delgada).

Entrada livre, limitada à lotação da sala.
Confirme por favor a sua presença para: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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