APAV apresenta Estatísticas APAV | Vítimas de Homicídio 2020

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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apresenta as Estatísticas APAV | Vítimas de Homicídio – Relatório Anual 2020, acompanhadas de uma Infografia, onde podem ser consultados os dados relativos ao trabalho da APAV no apoio a vítimas, familiares e amigos/as decorrentes de situações de homicídio tentado, homicídio consumado e ataques terroristas.

O apoio especializado a este tipo de vítimas surgiu em 2013, através da Rede de Apoio a Familiares e Amigos de Vítimas de Homicídio e Terrorismo e, até ao ano transato, apoiou 723 pessoas. Neste ano, para apoiar as novas situações surgidas e as iniciadas em períodos anteriores, foram realizados 1.361 atendimentos.

Em 2020, foram apoiadas 91 pessoas: 33 na sequência de homicídios tentados e 58 na sequência de homicídios consumados. A maioria dos/as utentes era do sexo feminino. Paralelamente, a atividade do Observatório de Crimes de Homicídio revela, em 2020, a existência de 89 crimes de homicídio em Portugal e 18 portugueses/as mortos no estrangeiro.

Dos 89 crimes de homicídio reportados em 2020 nos Órgãos de Comunicação Social em Portugal, 30 ocorreram em contexto de Violência Doméstica, sendo que 19 dizem respeito a relações de intimidade atuais ou passadas: 17 pessoas do sexo feminino e 2 do sexo masculino.

A APAV apresenta hoje também o site apav.pt/vitimasdehomicidio, recentemente renovado, onde poderá ser consultada informação útil sobre os crimes de homicídio e terrorismo e o impacto dos mesmos na vida das vítimas, familiares e amigos/as.

Paralelamente, é hoje relançado e disponibilizado gratuitamente no website um conjunto de duas brochuras destinadas a crianças entre os 5 e 12 anos: o “Manual de Factos – O que esperar quando alguém que conheces foi vítima de homicídio” e “O Meu Diário – Livro de exercícios para crianças em luto após um homicídio”.

Estatísticas APAV | Vítimas de Homicídio – Relatório Anual 2020 (PDF)

Infografia | Vítimas de Homicídio | Estatísticas 2020 (PDF)

 

APAV Notícias #124 | Julho 2021

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A newsletter APAV Notícias, boletim informativo da APAV, apresenta um resumo das atividades mais recentes da Associação. A edição #124, de julho de 2021, reúne informação sobre: o 31.º aniversário da Associação, assinalado a 25 de junho; a apresentação das estatísticas sobre vítimas de homicídio e materiais de sensibilização sobre esta temática; a 3.ª edição da Academia de Verão APAV, que se realiza nos dias 29 e 30 de julho; e a publicação do número #14 da revista Miscellanea APAV. A newsletter inclui ainda vários destaques.

Consulte aqui a newsletter:
APAV Notícias #124 | Julho 2021

APAV presente na Marcha do Orgulho LGBT+ do Porto

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No dia 3 de julho, sábado, realizou-se a Marcha do Orgulho LGBT+ do Porto.  A APAV associou-se à marcha, pela defesa dos direitos humanos, fazendo-se representar com um grupo alargado de pessoas, técnicos/as e volunários/as.

Sensibilizar para o impacto negativo de atitudes e comportamentos discriminatórios motivados por características identitárias continua a ser essencial para que alcancemos uma sociedade mais justa para todas as pessoas. Com orgulho, sem preconceito.

In Memoriam João Figueiredo (1955-2021)

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A APAV manifesta o seu sentido pesar pelo falecimento de João Figueiredo, apresentando à família e amigos as mais respeitosas condolências.

João Figueiredo, como Presidente do então IRS – Instituto de Reinserção Social (Fevereiro de 1999 - Abril de 2001), desempenhou um papel determinante no aprofundamento da colaboração dos serviços estatais de reinserção social com a APAV e no apoio à nossa missão de apoio à vítima.

A sua vida dedicada ao serviço público em Portugal e na Europa muito contribuiu para a construção e consolidação da sociedade democrática atual.

Tribunal prova motivação racial no homicídio de Bruno Candé

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O Tribunal concluiu que Evaristo Marinho matou Bruno Candé motivado por ódio racial. Juíza fala de “execução sumária” (…) Advogados falam em decisão histórica.

O despacho de acusação refere claramente a expressões racistas proferidas pelo homicida contra a vítima, evidenciando o ódio racial como motivo do crime. A APAV reconhece a importância desta decisão, no sentido do que tem vindo nos últimos anos a defender: a necessidade do reconhecimento da motivação discriminatória desde o início do processo, desde logo com o agravamento das penas destes crimes, tendo como objetivo primacial a proteção de bens jurídicos individuais e coletivos, como são o princípio da igualdade entre todos os cidadãos independentemente da sua nacionalidade, etnia, raça, deficiência, cor, religião, sexo, orientação sexual, identidade de género e outras características individuais.


Leia aqui o artigo na íntegra:

Consulte os mais recentes pareceres e posições públicas da APAV acerca da necessidade de reconhecimento de motivos discriminatórios: