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Campanha APAV 30 Anos | Richard Zimler

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Richard Zimler é um escritor americano que vive em Portugal. Em 2018 doou o valor do Prémio Fundação Bissaya Barreto Literatura à APAV. Aceitou juntar-se à campanha “para divulgar as atividades importantíssimas da APAV e fazer com que o público saiba mais sobre os seus programas.”

Dou o meu apoio à APAV porque já vi como é que a violência física e psicológica pode destruir a vida de uma pessoa ou de uma família inteira. Acho que é muito importante facilitar a intervenção de profissionais competentes para defender as vítimas e ajudá-las a reconstruir a vida. Da minha perspetiva, temos sempre que apoiar as pessoas mais frágeis. Empatia e compaixão: duas palavras essenciais para construir uma sociedade mais justa.

- Richard Zimler

APAV, 30 Anos pelos Direitos das Vítimas

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Há 30 anos, davam-se os primeiros passos para a criação daquela que é atualmente considerada uma organização nacional de referência no apoio às vítimas de crime em Portugal. Num contexto de tomada de consciência dos direitos da vítima de crime e com o objetivo de colmatar a inexistência de qualquer estrutura de apoio a esta, nascia a APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

Neste ano de 2020, a APAV comemora 30 anos de existência. Ao longo de três décadas, a instituição transformou desafios em oportunidades, traçou um caminho de esforço e perseverança, consolidou-se como voz ativa na sociedade contribuindo para o seu equilíbrio e pacificação e tornou-se mais ágil e responsável na construção de uma sociedade portuguesa democrática mais justa e solidária.

Desde 1990, o número de vítimas de crime apoiadas pela APAV é cada vez maior: estima-se um universo de mais de 326.000 pessoas. Se os números refletem o trabalho desenvolvido pela instituição ao longo de três décadas, mostram ao mesmo tempo a necessidade premente de alteração das narrativas de violência e de crime que continuam tão presentes na nossa sociedade.

Este trabalho só é possível e só faz sentido com a participação de todos e de todas. A APAV reconhece o contributo daqueles e daquelas que fazem da instituição a sua causa: dos parceiros de longa data àqueles que todos os dias se juntam à nossa missão, dos/as Colaboradores/as aos cerca de 300 Voluntári@s – o voluntariado é a verdadeira força motriz da APAV.

Todos os tipos de apoio disponibilizados pela APAV resultam de um esforço conjunto: a Linha de Apoio à Vítima (116006), a rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima, a rede de Casas de Abrigo para mulheres e crianças vítimas de violência, as três sub-redes de apoio especializado (CARE, para crianças e jovens vítimas de violência sexual; RAFAVHVT, destinada a familiares e amigos/as de vítimas de homicídio e de terrorismo; e UAVMD, para vítimas migrantes e de discriminação) e, mais recentemente, a Linha de Internet Segura.

Hoje, tal como ontem, a inovação é elemento fundamental para a APAV, assim como o impacto social da nossa intervenção, na resposta aos desafios que enfrenta enquanto organização da sociedade civil e na sua missão de apoiar as pessoas vítimas de crimes. De todos os crimes.

A APAV está atenta, tem mais preocupações e estratégias de futuro definidas. São linhas orientadoras da concretização dos objetivos: A voz das vítimas e ações de defesa da promoção dos seus direitos; o desenvolvimento da legislação, regulamentação e boas práticas em prol das vítimas; a prevenção e sensibilização; o alargamento e otimização dos Serviços de Apoio à Vítima (inovação ao serviço das vítimas); a formação; a promoção da qualidade e avaliação do impacto social; atenção especial às vítimas mais vulneráveis; a capacitação do voluntariado; a incrementação e diversificação das fontes de receita; e o reconhecimento do papel da APAV e da sua atividade na sociedade.

De janeiro a dezembro de 2020, celebramos todos os objetivos que já foram alcançados preparando o futuro. Apresentamos um programa de comemorações que atravessa diversas áreas, que vão da cultura à investigação, do conhecimento ao desporto, do ambiente ao envolvimento das comunidades escolares.

Desenvolveu-se uma campanha institucional para os 30 anos da APAV cujo conceito criativo foi desenvolvido internamente. A marca principal desta campanha – com diversidade de materiais de divulgação e abrangência nacional – será a sua componente fotográfica.

Assim, foram criadas 30 fotografias/imagens de personalidades de diversas áreas da sociedade portuguesa que, de alguma forma, se associam à Missão da APAV. A fotografia foi tirada no ambiente habitual de cada pessoa e incluiu um cubo vermelho de madeira com os logotipos da APAV, que serviu como banco ou adereço.

A campanha será divulgada ao longo do ano de 2020 nas nossas plataformas: no nosso site, redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, YouTube, LinkedIn), bem como em órgãos de comunicação social e outras plataformas online e offline (cartazes, MUPI, outdoors, etc).

Todas as informações sobre as atividades serão divulgadas no website apav.pt/30anos, dedicado às iniciativas e campanhas alusivas às celebrações dos 30 anos da APAV. 

Programa Hora de SER arranca novamente nas escolas

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O Projeto SER Plus – Sensibilizar e Educar para os Relacionamentos, promovido pela APAV, inicia 2020 com a implementação do Programa Hora de SER junto de aproximadamente 300 crianças de escolas do Porto, Paços de Ferreira e Alfena. A decorrer até janeiro de 2022, este projeto tem como objetivo central permitir que mais crianças, de diferentes regiões do país, beneficiem deste programa.

O Hora de SER é um programa de prevenção da violência para crianças dos 6 aos 10 anos de idade, que pretende promover relacionamentos positivos pautados pela tolerância, igualdade e não-violência.

Durante esta semana, contámos com a colaboração da Arrepio Produções (http://www.arrepio.com) para a recolha de imagens e produção de um vídeo de divulgação do Projeto.

O Projeto SER Plus é co-financiado pelo Programa Cidadãos Ativ@s, suportado pelos países financiadores do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu. Em Portugal, é gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian em consórcio com a Fundação Bissaya Barreto.

Para mais informações: https://apav.pt/publiproj/index.php/98-projeto-ser-plus

SAPO24 | “Ok, eu mostro, mas não a cara”. Os novos códigos de relacionamento na era das redes sociais

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daniel cotrim

"Eu confio porque amo. A premissa é sempre a mesma, face a face ou à frente de um ecrã. Mas as famílias já não são iguais, há novas formas de viver a intimidade, o consentimento é palavra-chave ou palavra-travão e a violência também assume outros contornos. Não há problema nenhum em cair de amores nas redes sociais, diz Daniel Cotrim, psicólogo da APAV, mas é preciso estar informado e fechar menos os olhos ao que se passa aqui ao lado.

Daniel Cotrim é psicólogo e trabalha com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) há quase duas décadas. Tem uma vasta experiência de trabalho junto de vítimas de crimes, em especial mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, estando responsável pela supervisão técnica da rede nacional de casas-abrigo, que acolhem mulheres e crianças forçadas a sair das suas casas para escapar a um contexto de violência.

A primeira vez que nos sentámos com Daniel para conversar, em novembro em 2019, foi no âmbito de uma ação de sensibilização que marcava um momento trágico: assinalava-se o facto de mais de 30 pessoas terem perdido a vida vítimas de crimes de violência doméstica — mulheres, homens e crianças. À margem do tema, ainda que com minutos contados, falámos sobre a nova forma como as pessoas se relacionam nos dias que correm, sobre aquilo que um jovem considera ser ou não ser violência num contexto de namoro. Ficámos aquém e por isso mesmo desafiámo-lo a voltar ao tema, a refletir sobre como se ama (e se exerce violência) na era das redes sociais.

Porquê falar sobre relacionamentos — e a violência tantas vezes associada — como um dos temas fraturantes para os próximos dez anos? Porque continuamos a ter manchetes de mulheres e homens mortos por aqueles que um dia fizeram juras de amor eterno, porque os ecrãs transformaram a forma como nos relacionamos todos os dias, porque, como escreveu o poeta inglês John Donne, nenhum homem é uma ilha. (...)"

Fonte: SAPO24

Le Monde | "Homicídios conjugais: as falhas da justiça"

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"Homicídios conjugais: as falhas da justiça

O relatório da Inspeção Geral assinala disfunções graves no sistema penal

A decisão de publicar, no passado dia 17 de novembro, o relatório da Inspeção Geral da Justiça sobre os homicídios conjugais por Nicolle Belloubet, Ministra da Justiça francesa, revela claramente as falhas na deteção dos sinais de alerta deste tipo de crimes. E os números são alarmantes, tanto do lado dos serviços da polícia e da gendarmerie como do lado dos magistrados, dos serviços penitenciários e até dos serviços sociais ou médicos. "É inaceitável, o sistema penal não funciona de forma satisfatória", reconhece a Ministra da Justiça numa entrevista publicada no mesmo dia no Le Journal du dimanche.

A Inspeção examinou 88 processos de homicídios conjugais, tentativas de homicídio e atos voluntários de violência que causaram a morte sem intenção de matar, cometidos em 2015 e 2016, julgados mais tarde. Setenta e três vítimas eram mulheres e 15 homens."

Consulte o artigo na íntegra aqui.

Fonte: Le Monde