25 anos do Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima

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O Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra da APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima comemora, em 2019, 25 anos de existência na cidade. Este foi o quarto gabinete da então ainda muito jovem APAV, tendo sido  considerado fundamental para o alargamento dos serviços de apoio às vítimas de crime em toda a região centro do país.

Desde maio de 1994 (com inauguração oficial a 28 de abril do mesmo ano) que o GAV Coimbra apoia de forma humanizada, qualificada e gratuita vítimas de todos os tipos de crime, seus/suas familiares e amigos/as. Desde a sua abertura, registam-se cerca de 11 500 processos de apoio iniciados, de vítimas não só do distrito de Coimbra mas de toda a região.

Instalado desde 1996 na Rua do Teodoro, n.º 1 (tendo passado antes por instalações provisórias na Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, entre 1994 e 1996), o GAV Coimbra mudou de instalações, em junho de 2018, para um novo espaço na Avenida Fernão de Magalhães, n.º 153, 1.º andar, sala 1.

Ao longo de 25 anos, o GAV Coimbra tem vindo a crescer e a alargar o seu trabalho na comunidade, estabelecendo parcerias formais e informais com várias entidades, estando presente em várias redes - tais como o Grupo Violência: informação intervenção, investigação, do qual é membro fundador; a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Coimbra; a Rede Social de Coimbra; a Rede Regional de Apoio a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos; a Agência de Prevenção do Trauma e para a defesa dos Direitos Humanos (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra); o Conselho Consultivo da Comarca de Coimbra, entre muitas outras parcerias.

Todo o trabalho de apoio às vítimas de crime não seria possível sem as pessoas que colaboram e colaboraram connosco, em particular as centenas de voluntários/as e estagiários/as que ao longo destes 25 anos ofereceram o seu tempo, saber, disponibilidade emocional e solidariedade para apoiar pessoas em crise. A todos/as eles/as, agradecemos terem feito parte da nossa história e da história do apoio à vítima em Portugal.

As complexas transformações da sociedade portuguesa e do mundo obrigam-nos a modificar o nosso olhar a cada momento e a procurar outras e novas atitudes e possibilidades no apoio à vítima de crime. Acreditamos que, com a colaboração de todos os cidadãos e cidadãs empenhados/as na defesa dos direitos humanos, faremos, em conjunto, mais e melhor, apostando na prevenção da violência.

Para comemorar esta data tão significativa, o Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra promove um Open Day no próximo dia 23 de maio, às 11.00, aproveitando para inaugurar oficialmente as novas instalações na Avenida Fernão de Magalhães. Esperamos por todos/as os que nos queiram conhecer.

Como se sentiria se alguém lhe falasse assim?

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Expresso: Nos atentados terroristas há a sensação de que as vítimas foram “instrumentalizadas” e isso torna o luto mais “prolongado”

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A dificuldade em dormir, as memórias, o frequente recordar e reviver do momento, a irritação e o susto, a ansiedade e o pânico. Sintomas normais que resultam de uma experiência e de um momento nada normais. Depois de um atentado terrorista, como ficam os que ficaram? E como se faz o luto de quem nele morreu?

"Chamam-lhe uma tempestade perfeita, um momento em que a imprevisibilidade se alia à intencionalidade de fazer mal, à instrumentalização das pessoas e ao desvalorizar da vida humana, com a dimensão e o mediatismo com os quais ninguém está habituado a lidar. “Um atentado terrorista tem tudo para ser um evento altamente traumático”, diz ao Expresso Bruno Brito, psicólogo e responsável pela rede de apoio a familiares e amigos de vítimas de homicídio e terrorismo da Associação de Apoio à Vítima (APAV).

A explicação chega depois: “Há sempre uma mensagem subjacente no terrorismo, ideológica ou extremista. Há uma intenção de instrumentalizar as pessoas, o atentado é cometido com um determinado objetivo e as pessoas têm muita dificuldade em processar aquilo que é uma desconsideração brutal do valor da vida humana”. Por isso, o luto acaba por durar mais tempo do que numa situação de morte natural ou por doença prolongada. “Por norma, são seis meses mas nestes casos estende-se por mais tempo, acabando muitas vezes por estar agarrado à conclusão do processo judicial — e no terrorismo já se sabe que este não vai ser resolvido com celeridade. Os sobreviventes e familiares de vítimas vão continuar a ser lembrados do que aconteceu”, sublinha o psicólogo.

No Sri Lanka, as centenas de pessoas afetadas estavam de férias ou em cerimónias religiosas: 359 morreram, mais de 500 ficaram feridas. São sobreviventes mas para quem fica os dias que se seguem não são fáceis: há dificuldade em dormir, na cabeça nascem pensamentos intrusivos, memórias e recordações daqueles momentos, o corpo está hiperalerta, fica-se mais irritado, mais assustado, mais ansioso. “Se voltarem a estar em espaços com muita gente ou com muito barulho, podem vir a ter a mesma reação física”. É como premir um gatilho. Os sintomas podem verificar-se durante “algumas semanas, eventualmente um mês”. “Se durarem para lá disso, já temos de considerar a hipótese de haver stress pós-traumático e aí a abordagem terá de ser diferente.”

Ao mesmo tempo que os sobreviventes tentam esquecer ou interiorizar o que aconteceu, em que os familiares e amigos tentam fazer o luto de quem perderam, nas televisões, jornais, rádios o assunto não morre. Fala-se e continuar-se-á a falar do Sri Lanka tal como aconteceu depois dos ataques na Nova Zelândia, o que não ajuda a sobreviventes e familiares de vítimas. “É uma situação grotesca. São divulgadas imagens que a maioria das pessoas não tem resiliência para lidar, sendo muito afetadas por isso. Tudo se torna mais forte e difícil de processar, interiorizar ou esquecer. Tudo se torna mais presente”, diz Bruno Brito. (...)"

Fonte: Expresso

II Jornadas de Braga Contra a Violência

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No próximo dia 14 de maio, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima promove as II Jornadas contra a Violência em Braga. À semelhança da primeira edição, o evento terá lugar na Universidade do Minho (Campus de Gualtar - Auditório A1), com início pelas 9.30.

Nesta segunda edição, as jornadas contam com quatro painéis diversificados, em cujos oradores/as irão discutir as várias perspetivas do apoio à vítima de crime, bem como a prevenção da violência e da vitimação.

O evento conta com dois painéis da parte da manhã e dois painéis da parte da tarde. No primeiro painel, os/as oradores/as abordarão a violência contra as vítimas especialmente vulneráveis: pessoas LGBTI (Paula Allen, Vice-Presidente da Associação Plano i e coordenadora geral das questões LGBTI), pessoas idosas (José Ferreira Alves, Escola de Psicologia, Universidade do Minho), pessoas com deficiência por (Rui Machado, Psicólogo Clínico, Comissão Coordenadora dos (d)Eficientes Indignados e da direção do Centro de Vida Independente) e crianças e jovens (Carla Ferreira, Gestora Técnica da CARE – Apoio especializado a crianças e jovens vítimas de violência sexual, uma das sub-redes de apoio especializado da APAV).

No segundo painel serão debatidos os novos desafios em torno da proteção das crianças e jovens, com temas como as crianças e o tribunal e o tempo da infância no(s) tempo(s) da justiça (Helga Teixeira e Castro, Instituto de Educação, Universidade do Minho).

No terceiro painel, já da parte da tarde, serão apresentadas propostas de prevenção com crianças e jovens através do Projeto Educar para o direito (Paula Alexandra Varandas, autora do Projeto) e do Projeto Ser (Rosa Saavedra, Assessora Técnica da Direçãoda APAV e coordenadora do Projeto Ser – Sensibilizar e Educar para os Relacionamentos). 

As II Jornadas de Braga contra a Violência terminarão com um quarto painel, no qual se pretende fazer uma reflexão sobre a vítima - quer através da análise criminológica do conceito de vítima (Ana Guerreiro, ISMAI/UMAR/FDUP), de um novo olhar jurídico-penal em torno da vítima (Margarida Santos, Escola de Direito, Universidade do Minho) e do papel dos serviços de apoio à vítima vs. efetivação do estatuto de vítima (Frederico Moyano Marques, Assessor Técnico da Direção da APAV).

As II Jornadas de Braga contra a Violência contam com o apoio da Universidade do Minho.

A participação nestas jornadas é gratuita, mas sujeita a inscrição.

Mais informações: apav.pt/jornadas

Inscrições: https://bit.ly/2UNaPXB

A liberdade ainda não é de todos

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Assinalando o 25 de Abril de 1974, a APAV recorda a campanha: “A liberdade ainda não é de todos”.

A campanha foi desenvolvida criativamente e de forma mecenática pela agência J. Walter Thompson.