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SAPO24 | “Ok, eu mostro, mas não a cara”. Os novos códigos de relacionamento na era das redes sociais

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daniel cotrim

"Eu confio porque amo. A premissa é sempre a mesma, face a face ou à frente de um ecrã. Mas as famílias já não são iguais, há novas formas de viver a intimidade, o consentimento é palavra-chave ou palavra-travão e a violência também assume outros contornos. Não há problema nenhum em cair de amores nas redes sociais, diz Daniel Cotrim, psicólogo da APAV, mas é preciso estar informado e fechar menos os olhos ao que se passa aqui ao lado.

Daniel Cotrim é psicólogo e trabalha com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) há quase duas décadas. Tem uma vasta experiência de trabalho junto de vítimas de crimes, em especial mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, estando responsável pela supervisão técnica da rede nacional de casas-abrigo, que acolhem mulheres e crianças forçadas a sair das suas casas para escapar a um contexto de violência.

A primeira vez que nos sentámos com Daniel para conversar, em novembro em 2019, foi no âmbito de uma ação de sensibilização que marcava um momento trágico: assinalava-se o facto de mais de 30 pessoas terem perdido a vida vítimas de crimes de violência doméstica — mulheres, homens e crianças. À margem do tema, ainda que com minutos contados, falámos sobre a nova forma como as pessoas se relacionam nos dias que correm, sobre aquilo que um jovem considera ser ou não ser violência num contexto de namoro. Ficámos aquém e por isso mesmo desafiámo-lo a voltar ao tema, a refletir sobre como se ama (e se exerce violência) na era das redes sociais.

Porquê falar sobre relacionamentos — e a violência tantas vezes associada — como um dos temas fraturantes para os próximos dez anos? Porque continuamos a ter manchetes de mulheres e homens mortos por aqueles que um dia fizeram juras de amor eterno, porque os ecrãs transformaram a forma como nos relacionamos todos os dias, porque, como escreveu o poeta inglês John Donne, nenhum homem é uma ilha. (...)"

Fonte: SAPO24

Le Monde | "Homicídios conjugais: as falhas da justiça"

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"Homicídios conjugais: as falhas da justiça

O relatório da Inspeção Geral assinala disfunções graves no sistema penal

A decisão de publicar, no passado dia 17 de novembro, o relatório da Inspeção Geral da Justiça sobre os homicídios conjugais por Nicolle Belloubet, Ministra da Justiça francesa, revela claramente as falhas na deteção dos sinais de alerta deste tipo de crimes. E os números são alarmantes, tanto do lado dos serviços da polícia e da gendarmerie como do lado dos magistrados, dos serviços penitenciários e até dos serviços sociais ou médicos. "É inaceitável, o sistema penal não funciona de forma satisfatória", reconhece a Ministra da Justiça numa entrevista publicada no mesmo dia no Le Journal du dimanche.

A Inspeção examinou 88 processos de homicídios conjugais, tentativas de homicídio e atos voluntários de violência que causaram a morte sem intenção de matar, cometidos em 2015 e 2016, julgados mais tarde. Setenta e três vítimas eram mulheres e 15 homens."

Consulte o artigo na íntegra aqui.

Fonte: Le Monde

Diário de Notícias | "Caso do Meco: Portugal condenado a pagar 13 mil euros por erros na investigação"

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caso do meco

"O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou que não houve qualquer ilegalidade ou vazio legal em relação às atividades de praxe em Portugal, não dando razão ao pai de um dos alunos mortos por afogamento numa praxe no Meco, em Sesimbra, em dezembro de 2013. Ainda assim, o Estado português foi condenado a pagar à família do jovem Tiago Campos 13 mil euros por danos morais e 7118,51 euros por custos e despesas relacionados com o caso e a investigação que foi levada a cabo.

José Carlos Soares Campos, pai de Tiago, um dos alunos que morreu, alegava no processo, que chegou ao Tribunal Europeu, que o Estado português poderia ter sido responsável pela morte do seu filho devido a uma violação do artigo 2 (direito à vida) da Convenção Europeia dos Direitos Humanos e à falta de uma estrutura legal relativa às praxes nas universidades portuguesas. Queixava-se também da falta de uma investigação profunda sobre as circunstâncias da tragédia. Só nesta última lhe foi dada razão.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos reconheceu que a investigação criminal às circunstâncias que envolveram a morte de Tiago Campos, que tinha 21 anos, não cumpriram os requisitos do artigo 2 da Convenção e que deveriam ter sido tomadas algumas medidas urgentes após a tragédia."

Fonte: Diário de Notícias

Tomada de Posse dos Órgãos Sociais para o Quadriénio 2020-23

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No dia 10 de janeiro decorreu a Tomada de Posse dos Órgãos Sociais da APAV para o Quadriénio 2020-23. Nesta cerimónia, que teve lugar na Sede da APAV em Lisboa, estiveram presentes os membros da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal. Álvaro Laborinho Lúcio tomou posse como presidente da Mesa da Assembleia Geral; e consequentemente empossou João Lázaro como presidente da Direção e Manuel António Ferreira Antunes como presidente do Conselho Fiscal.

Consulte aqui os Órgãos Sociais da APAV para o Quadriénio 2020-23.

Concerto solidário angaria €2.500 para a APAV

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A Câmara Municipal de Santarém promoveu o concerto solidário "From Blues to Blue" com a Orquestra Filarmónica Portuguesa, cuja receita reverteu para a APAV. O evento solidário teve lugar no dia passado dia 4 de janeiro no Grande Auditório do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém. O concerto solidário de Ano Novo contou com a presença de cerca de 600 pessoas e resultou na angariação de um total de  €2.500 para a APAV. 

A organização do evento foi responsabilidade da Câmara Municipal de Santarém, da Associação Académica de Santarém, da União de Freguesias da Cidade de Santarém, da W Shopping e pela Rodoviária do Tejo e o apoio do CNEMA, da Escola Profissional Vale do Tejo e da REPSOL.

Uma parte da receita de bilheteira reverteu também a favor do Centro Social Paroquial de Santa Margarida de Abrã e do Centro de Solidariedade Social Nossa Senhora da Luz.