Parcerias-Chave na Prevenção e Combate à Radicalização


Atores-Chave


A prevenção e combate à radicalização, dada a complexidade do fenómeno e dos vários níveis a que se opera (micro, meso e macro), só pode ser eficaz através do estabelecimento de parcerias-chave e do estreitamento de sinergias que firmem um compromisso de trabalho contínuo. Prevenir a radicalização pode significar a prevenção do extremismo violento e a ocorrência de incidentes de vitimação contra pessoas, grupos selecionados ou em massa.

Na prevenção da radicalização são muitos os stakeholders chamados a uma intervenção que vise prevenir, de forma primária, secundária ou terciária o fenómeno, isto é, antes da entrada de um indivíduo ou grupo no processo de radicalização, junto de indivíduos ou grupos que estejam na eminência de envolver-se nesse processo e, ainda, com aqueles que o tenham já percorrido.

É sabido que são os/as jovens a franja da população mais vulnerável ao fenómeno da radicalização e do extremismo violento, quer fruto da fase do processo de desenvolvimento em que se encontram quer em consequência de privilegiarem a socialização através de plataformas digitais. É ainda sabido que, pese embora não em exclusivo, a radicalização online é uma realidade e demarca muitas vezes o início de um processo que se materializa fora dos meios de comunicação e de entretenimento digitais.

Neste sentido, prevenir a radicalização deve envolver: a sociedade civil, em particular as organizações que trabalham junto de indivíduos, grupos ou comunidades particularmente vulneráveis; entidades e autoridades das áreas da educação e da juventude, sem esquecer os profissionais da comunidade escolar, as associações de jovens ou jovens trabalhadores; serviços e autoridades de saúde; famílias, comunidades e serviços de proteção social; autoridades locais, em estreita ligação com a sociedade civil e autoridades nacionais; reinserção e serviços prisionais; forças e serviços de segurança ao nível local, nacional e transfronteiriço; organizações de apoio à vítima; vítimas de terrorismo e de extremismo violento.

Estratégias de Cooperação


A necessidade de partilha de conhecimento na área da prevenção e combate à radicalização é elevada. Para além da necessidade de partilha de boas práticas e de estratégias de prevenção aos vários níveis, é essencial o desenho de uma estratégia de cooperação entre os vários parceiros-chave, numa ótica de intervenção integrada e sem perder de vista os âmbitos de atuação de cada um dos stakeholders.

Uma estratégia concertada de cooperação deve olhar o fenómeno da radicalização em toda a sua complexidade, numa perspetiva de bottom-up e top-down, que se opera desde a intervenção junto de um indivíduo até intervenções de caráter grupal e comunitário, sem esquecer a essencial perspetiva da narrativa e da comunicação estratégica ou, ainda, as abordagens cruciais mais ligadas à segurança de pessoas e bens. Esta estratégia não deve estar de costas voltadas para todos os atores que, pela proximidade dos indivíduos, grupos e comunidades mais vulneráveis, podem ser chave na identificação precoce de fatores de risco e que podem, desde cedo, encetar esforços de prevenção focalizados em fatores protetores, também eles individuais, grupais, comunitários e até sociais – falamos de profissionais de saúde, profissionais da comunidade escolar, trabalhadores sociais, profissionais de autoridades locais (e.g. municípios, policiamento de proximidade, entre outros).

Nesta estratégia não pode ser descurada a perspetiva dos especialistas em comunicação, nos mais diversos canais e plataformas, também eles essenciais não só na construção de iniciativas de prevenção focadas em narrativas direcionadas a determinados públicos, mas também em esforços de escopo mais alargado e de abrangência local e nacional.

Esta estratégia de cooperação deve, antes de mais, prever a possibilidade de encontro presencial em eventos formativos e de debate alargado, essenciais para que o conhecimento possa ser partilhado, concertado e colocado em prática pelos diferentes atores, no sentido de promover o planeamento e o alinhamento das suas intervenções no esforço, que se quer conjunto, de prevenir a radicalização e o extremismo violento.

Parceiros


 

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE APOIO À VÍTIMA

POLÍCIA JUDICIÁRIA

SERVIÇO DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA


 

ASSOCIAÇÃO RENOVAR A MOURARIA

SERVIÇO JESUÍTA AOS REFUGIADOS

LOGFRAME


 

DIGITAL XPERIENCE

FUNDACIÓN FERNANDO BUESA

VICTIM SUPPORT EUROPE