Prevenção da Radicalização


Compreender o Processo e o Contexto

Para prevenir a radicalização é fundamental a compreensão dos fatores de risco e dos fatores de proteção que poderão despoletar ou travar o processo. Estes fatores poderão ser de ordem relacional, pessoal, relacionados com a identidade pessoal, psicológicos ou até mesmo contextuais. Alguns exemplos de fatores de vulnerabilidade são:

Fatores relacionais:

  • Desassociação da família;

  • Rede de contactos em círculos radicais;

  • Distanciamento do círculo de amigos;

Fatores pessoais:

  • Vida complicada no período da adolescência ou dificuldades na passagem para a vida adulta;
  • Eventos difíceis ao longo da vida (ex.: morte de um ente querido ou perda de emprego);
  • Crises existenciais e/ou espirituais.

Fatores ligados a identidade social:

  • Isolamento sustentado ou autoimposto;
  • Distúrbios de identidade;
  • Sensação de estigmatização em razão da origem sociocultural e/ou das crenças.

Fatores psicológicos:

  • Fragilidade ou distúrbios psicológicos;
  • Rigidez psicológica;
  • Episódios de sofrimento psicológico.

Fatores externos:

  • Polarização nos debates sociais;
  • Posicionamento do governo e/ou a falta de compreensão dos problemas nacionais e internacionais;
  • Discurso mediático altamente sensacionalista;
  • Propaganda extremista de fácil acesso.

Quando verificada, na prática, a existência de um ou mais fatores de vulnerabilidade num indivíduo e/ou grupo, torna-se possível promover a sua proteção e, logo, desencadear estratégias de prevenção. A cada fator de vulnerabilidade poderá corresponder um ou mais fatores protetores, ainda que deva ser considerada a análise de cada indivíduo e situação contextual em que se encontra. A situação contextua é ou pode ser influenciada pelo contradiscurso vigente na sociedade em geral, que deve promover o debate e advogar o respeito pela tolerância e pela integração dos públicos mais vulneráveis, o que se pretende culminar numa resiliência coletiva contra ideologias e discursos catalisadores de segregação, discriminação ou ódio.

Sensibilização junto de Grupos Vulneráveis

A sensibilização de indivíduos e/ou grupos vulneráveis à radicalização e/ou ao extremismo violento é uma ação-chave e complementar aos esforços de prevenção e combate ao fenómeno. É de extrema importância trabalhar junto das comunidades, os profissionais que juntos dela intervêm e as figuras de referência (e.g. líderes comunitários, jovens líderes, entre outros) para a complexidade dos processos de radicalização, para a forma como estes se desenrolam e quais as vulnerabilidades que visam potenciar. Esta sensibilização deve ser acompanhada da promoção de processos de integração positivos e da divulgação de narrativa integradoras, promotoras de sentido de pertença e de vida em comunidade, de respeito e de promoção da diversidade.

Nos esforços de sensibilização devem ser explorados ainda fatores protetores como:

  • A promoção de uma rede social (online e offline) não-violenta;
  • Fomentar o estabelecimento de relações positivas com figuras de referência;
  • O pensamento crítico;
  • Um ambiente relacional estável;
  • Capacidade/ferramentas de gestão das emoções;
  • Tolerância perante a ambiguidade;
  • Oportunidades positivas de advocacia social;
  • Empatia para com os outros.

Para além dos fatores protetores, a sensibilização deve potenciar um trabalho de envolvimento dos públicos vulneráveis na comunidade em que se inserem, na criação de oportunidades de participação no debate público e no debate sociopolítico e, ainda, na rejeição da intolerância ou violência. Sempre que possível, devem os próprios públicos vulneráveis ser envolvidos nos esforços de sensibilização dos seus pares e comunidade como um todo.

A APAV na Prevenção da Radicalização



A APAV dispõe de ações de sensibilização para a prevenção da radicalização e do extremismo violento. Estas ações têm por base uma longa reflexão, junto de diversos profissionais e de públicos vulneráveis ao fenómeno.

Conheça as ações de sensibilização da APAV voltada para a prevenção da radicalização.


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