Assinala-se hoje, 18 de junho, o Dia Internacional para o Combate ao Discurso de Ódio, uma iniciativa das Nações Unidas que procura sensibilizar para os impactos da linguagem de ódio e promover o respeito pelos direitos humanos, pela diversidade e pela dignidade de todas as pessoas.
Em 2026, o tema escolhido pela Organização das Nações Unidas é “Discurso de Ódio e Inteligência Artificial”, destacando a forma como as novas tecnologias estão a transformar a produção, disseminação e consumo de informação. Embora a Inteligência Artificial apresente oportunidades significativas em diversos domínios, a ONU alerta para o risco de algoritmos tendenciosos contribuírem para amplificar conteúdos discriminatórios, preconceituosos ou violentos, potenciando a propagação do discurso de ódio em ambientes digitais.
O discurso de ódio não é apenas uma questão de linguagem. Quando normalizado ou amplificado, pode contribuir para a exclusão, a discriminação, o assédio e outras formas de violência, afetando indivíduos, grupos e comunidades inteiras. As suas consequências são particularmente gravosas para pessoas e grupos frequentemente visados por preconceito, incluindo minorias étnicas, religiosas, pessoas migrantes, pessoas LGBTI+ e outras populações vulnerabilizadas.
Num contexto cada vez mais digital, torna-se essencial promover uma utilização ética e responsável da tecnologia, reforçar a literacia digital e desenvolver mecanismos capazes de identificar e mitigar a disseminação de conteúdos nocivos, salvaguardando simultaneamente os direitos fundamentais e a liberdade de expressão.
Para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, o combate ao discurso de ódio exige não apenas uma resposta às suas consequências, mas também um investimento na prevenção e na sensibilização. Através da Linha Internet Segura e da APAV SAFE, a Associação promove uma utilização mais consciente dos ambientes digitais e presta apoio especializado a vítimas de crimes de ódio e discriminação.
Assinalar este dia é recordar que as palavras têm impacto. E que aquilo que é dito, partilhado ou amplificado online pode ter consequências muito reais na vida das pessoas. Num contexto em que a Inteligência Artificial influencia cada vez mais a forma como comunicamos e consumimos informação, promover uma cidadania digital responsável torna-se um desafio coletivo e uma responsabilidade partilhada.







