Assinala-se hoje, 21 de agosto, o Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas do Terrorismo, uma data instituída pelas Nações Unidas para homenagear as vítimas e sobreviventes de atos terroristas, dar visibilidade às suas vozes e reafirmar o compromisso com a sua dignidade e os seus direitos.
Em 2026, esta efeméride é assinalada sob o tema “Healing through Memory” (“Curar através da memória”), colocando a memória como parte do processo de recuperação e renovação. Recordar as vítimas e preservar as suas histórias permite reconhecer aquilo que viveram, dar espaço às suas vozes e manter presente o impacto da violência nas suas vidas.
Um ato terrorista pode acontecer num instante. Para quem o vive, esse momento pode marcar profundamente o que vem depois. A perda de alguém, as lesões, o medo, a insegurança ou as mudanças provocadas pela violência podem prolongar-se no tempo, afetando também familiares, pessoas próximas e comunidades.
A forma como estas histórias são recordadas e partilhadas também importa. As experiências das vítimas devem ser tratadas com respeito pela sua dignidade, evitando a exposição ou instrumentalização do sofrimento. No espaço digital, esta responsabilidade é particularmente importante: as histórias das vítimas não devem ser utilizadas para alimentar o ódio ou provocar novos traumas.
Para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, uma resposta centrada nas vítimas implica reconhecer as diferentes consequências da violência e respeitar o percurso de cada pessoa. O apoio pode ser necessário muito depois do acontecimento, perante perdas, consequências emocionais e psicológicas, questões jurídicas ou alterações na vida familiar e social.
Através da APAV HOPE, a APAV presta apoio especializado a vítimas, familiares e pessoas amigas de vítimas de homicídio e de atos terroristas, procurando responder às necessidades específicas de cada pessoa.
Neste dia, lembramos quem perdeu a vida, quem sobreviveu e quem continua a lidar com as consequências de um ato terrorista. Dar espaço às suas histórias, respeitar as suas experiências e garantir apoio são também formas de manter as vítimas no centro.







