Assinala-se hoje, 30 de julho, o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, uma iniciativa das Nações Unidas que pretende sensibilizar para uma das mais graves violações dos direitos humanos e reforçar a proteção das vítimas, a responsabilização dos traficantes e a prevenção deste crime.
Em 2026, a campanha internacional decorre sob o lema “Aprisionados pelo golpe”, alertando para uma realidade cada vez mais frequente: o tráfico de pessoas para fins de criminalidade forçada em operações de fraude online. Através de falsas promessas de emprego, muitas vítimas são recrutadas por redes criminosas, privadas da sua liberdade e sujeitas a violência, intimidação e exploração, sendo obrigadas a participar em esquemas cibernéticos contra a sua vontade.
Esta campanha chama a atenção para o custo humano escondido por detrás destas operações e para a importância de reconhecer que estas pessoas são vítimas de tráfico humano, não autores dos crimes que foram coagidas a praticar. Por isso, as Nações Unidas apelam ao reforço da cooperação internacional para desmantelar as redes criminosas responsáveis, proteger as vítimas e assegurar que os traficantes sejam responsabilizados pelos seus atos.
O tráfico de pessoas continua a adaptar-se às transformações tecnológicas e às novas formas de atuação do crime organizado. A exploração já não se limita às formas tradicionalmente mais conhecidas, como a exploração sexual ou laboral, abrangendo também situações de criminalidade forçada, em que as vítimas são instrumentalizadas para cometer fraudes e outros ilícitos sob coação.
Para a APAV, combater o tráfico de pessoas significa colocar as vítimas no centro da resposta. Através da APAV SAFE, a Associação presta apoio especializado a vítimas de tráfico de seres humanos, crimes de ódio e discriminação, práticas tradicionais nefastas e outras formas de violência e exploração, promovendo a proteção dos seus direitos e a sua recuperação.
Neste Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, a APAV associa-se ao apelo das Nações Unidas para que nenhuma vítima permaneça invisível e para que a resposta a este crime continue a assentar na proteção, na prevenção e na cooperação internacional.








