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Estatísticas APAV: os números do apoio à vítima em 2018

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Estatisticas APAV 2019

A APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apresenta hoje as Estatísticas APAV: Relatório Anual de 2018. A APAV divulga as estatísticas do trabalho da organização nas vésperas da apresentação, pelo Governo da República à Assembleia da República, do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2018.

Os dados estatísticos disponibilizados reportam-se aos processos de apoio desenvolvidos presencialmente, por telefone e online, no ano transato, pelos 55 serviços de proximidade da APAV: o Sistema Integrado de Apoio à Distância (Linha de Apoio à Vítima 116 006 + apoio online), pela rede nacional de 18 Gabinetes de Apoio à Vítima, pela rede de Estruturas de Acolhimento e pelas três sub-redes de apoio especializado: a Rede UAVMD – Unidade de Apoio à Vítima Migrante e de Discriminação; a Rede CARE – Rede de Apoio Especializado a Crianças e Jovens Vítimas de Violência Sexual; e a RAFAVHVT – Rede de Apoio a Familiares e Amigos de Vítimas de Homicídio e de Terrorismo.

No ano de 2018, a APAV registou um total de 46.371 atendimentos, verificando-se um aumento de 31 % no número de atendimentos de 2016 a 2018 - quando, de 2015 a 2017, se havia verificado um aumento na ordem dos 19 %.

Verifica-se ainda, de 2017 para 2018, um crescimento de 1,8 % no número de vítimas apoiadas pela APAV (de 9.176 em 2017 para 9.344 vítimas em 2018) e um pequeno decréscimo no número de crimes e outras formas de violência reportados (de 21.161 em 2017 para 20.589 em 2018).

A análise do relatório permite ainda aferir diferentes contextos da vitimação e tipos de vítimas: em 2018, a APAV apoiou 926 pessoas idosas (+65 anos) vítimas de crime (em média, 3 por dia e 18 por semana); 941 crianças e jovens (em média, 3 por dia e 18 por semana); 854 homens adultos (em média, 2 por dia e 16 por semana) e 5.173 mulheres adultas (em média, 14 por dia e 99 por semana).

Os dados de 2018 indicam a manutenção da tendência de anos anteriores, com uma maioria de vítimas do sexo feminino (82,5 %). Do total das 9.344 vítimas apoiadas pela APAV em 2018, 74,1 % foram vítimas de violência doméstica (6.928). Destacam-se ainda, por tipo de crime, crimes de violência sexual, nomeadamente o abuso sexual de crianças (348 crimes), o stalking/perseguição (470 crimes) e o cibercrime (41 crimes).

No âmbito da formação e da sensibilização e prevenção da violência, foram ministradas 1.100 atividades formativas, abrangendo 26.238 formandos/participantes.

Sendo a maior organização nacional sem fins lucrativos de apoio à vítima de crime, seus familiares e amigos/as, a APAV pretende contribuir, com a apresentação deste relatório, para um maior conhecimento das realidades da criminalidade e da vitimação em Portugal.

Estatísticas APAV | Relatório Anual 2018 (PDF)

Presidente da APAV abre a Conferência Inaugural do Victim Support Asia

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João Lázaro, Presidente da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e do Victim Support Europe, discursou na abertura da Conferência Inaugural do Victim Support Asia (VSA). O evento realizou-se nos dias 24 e 25 de março em Seul, na Coreia do Sul.

No discurso de abertura da conferência, João Lázaro felicitou Yongwoo Lee (Presidente da Comissão Executiva e da Primeira Conferência do VSA 2019) e Hak Seok Kim, que estiveram por detrás da criação do VSA.

"Eu e o Victim Support Europe estamos orgulhosos por acompanhar o VSA nesta jornada. Não tenho quaisquer dúvidas de que os atuais e futuros membros do VSA e seus parceiros traçarão, juntos, uma nova abordagem às vítimas de crime na Ásia, ajudando a moldar a maneira como os direitos e os serviços às vítimas de crimes são desenvolvidos neste continente."

Leilão de camisolas de jogadores da Primeira Liga reverte a favor da APAV

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Decorre no site E-Solidar, até 14 de abril, o leilão de camisolas assinadas por jogadores da Primeira Liga. Estas camisolas foram criadas especialmente para os jogos do fim de semana de 16 e 17 de março, no âmbito da campanha #NãoFiqueÀEspera, lançada pelo MEO e pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima contra a violência doméstica.

No âmbito desta campanha, o MEO criou camisolas para quatro equipas da Primeira Liga portuguesa de futebol (Futebol Clube do Porto, Vitória Sport Clube, Clube Desportivo das Aves e Rio Ave Futebol Club). Em vez dos nomes dos jogadores, estas camisolas exibem nomes de mulheres, bem como o logotipo do MEO criado para a campanha.

O valor do leilão das camisolas, assinadas pelos jogadores, reverte a favor da APAV e para o apoio às vítimas de violência doméstica.

O leilão pode ser acompanhado aqui: https://bit.ly/2umGSSA

Junte-se a esta causa:
https://em.meo.pt/NaoFiqueEspera

Comunicado da APAV acerca da reportagem e debate exibidos no âmbito programa “Ana Leal” de 21 de março de 2019

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A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima - APAV, na sequência da reportagem e do debate exibidos no âmbito do programa “Ana Leal” (programa de informação da TVI e TVI24), na noite de 21 de março de 2019, entende como necessário esclarecer os seguintes pontos:

1. A APAV mantém as declarações prestadas no passado dia 19 de março de 2019, em entrevista dada à jornalista Sara Bento (repórter do programa referido) para a reportagem exibida. Na entrevista dada por Daniel Cotrim, Assessor Técnico da Direção da APAV, é afirmado: “Não é prática da APAV, nem nunca foi, e não será, promover encontros conciliatórios ou promover encontros de conciliação. (...) Não houve essa reunião, de certeza absoluta, com técnicos da APAV.”
A APAV não fez no caso concreto abordado (em 2000, altura em que prestou apoio à vítima em questão), nunca fez, não faz e não fará qualquer tipo de tentativa de reconciliação entre vítima e agressor/a. Enquanto organização de interesse público, cuja missão é prestar apoio aos cidadãos e cidadãs vítimas de crime, a ação da APAV destina-se exclusivamente a proteger e promover os direitos e os interesses destes/as, pelo que tal prática não faz, nem nunca poderia fazer, parte do modelo de intervenção da Associação.

2. Para além daquilo que afirmou e que foi reproduzido na peça, o entrevistado explicou detalhadamente à jornalista os procedimentos da Associação, tendo-lhe inclusivamente demonstrado, com base em elementos relativos à intervenção desenvolvida junto da vítima em questão, a inverosimilhança da versão apresentada. Contudo, percebeu desde logo a APAV que, no que à sua intervenção neste caso diz respeito, o objetivo desta peça jornalística não seria o de esclarecer a verdade - tendo-se inclusivamente chegado ao ponto de afirmar que a decisão judicial confirmava a versão apresentada na peça, quando em momento algum daquela decisão é feita referência aos/às técnicos/as da APAV. Ademais, o centro de acolhimento referido nesta reportagem, para o qual a APAV encaminhou a vítima em questão no ano 2000 (e que é, erroneamente, mencionado como “Casa de Abrigo”) nunca foi uma estrutura gerida pela APAV.

3. Por esta razão, e também porque para a APAV a confidencialidade é um dos pilares fundamentais do seu modelo de intervenção e um garante de confiança junto de todas as vítimas que procuram o apoio da Associação - motivo pelo qual não poderia aceitar debater publicamente um caso concreto em que teve alguma intervenção -, declinou a Associação o convite para estar presente no referido debate, ao contrário da habitual abertura para colaborar com Órgãos de Comunicação Social e, designadamente, para se fazer representar sempre que tal lhe é solicitado.

4. Face à falsidade e à gravidade das afirmações proferidas pelas jornalistas responsáveis por esta peça jornalística e pelo debate que lhe sucedeu relativamente à intervenção da APAV neste caso, a APAV entende ainda existir neste trabalho, em vários pontos, uma quebra do Código Deontológico do Jornalista. A APAV sublinha que não só não compactua com as más práticas deste programa de informação como também que estas não beliscam a imagem de uma organização que há quase 30 anos vem desenvolvendo um trabalho ímpar e de reconhecido valor para a sociedade portuguesa. Por tudo o que foi exposto, consideramos que o programa exibido transmite uma imagem não condizente com aquilo que deve ser um verdadeiro jornalismo de investigação.

© março 2019, APAV