"Violência doméstica na base de 37% dos homicídios ocorridos em 2018"

Publicado .

1357666

"Dos 87 homicídios registados em 2018 em Portugal, 32 (37%) tiveram como ponto em comum a existência de violência doméstica, sendo que em 20 destes casos as vítimas foram mulheres. Esta é uma parte da realidade mostrada pelo Observatório de Imprensa de Crimes de Homicídio em Portugal e de Portugueses Mortos no Estrangeiro (OCH) num relatório divulgado nesta segunda-feira e que tem 2018 como ano de referência.

O que estes dados mostram é que 23% dos casos de homicídio tiveram mulheres como alvo e que estas foram mortas por homens com quem viviam ou tinham vivido. Esta estatística negra arrisca-se a ser ultrapassada em 2019 já que só nos primeiros meses do ano foram mortas mais de 10 mulheres em contexto de violência doméstica.

O OCH é uma estrutura da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) que colige a informação relativa a crimes de homicídio reportada pela imprensa, televisões e rádios nacionais e locais. Estes dados são utilizados pela Rede de Apoio a Familiares e Amigos de Vítimas de Homicídio e Vítimas de Terrorismo (RAFAVHVT), também ligada à APAV, com o objectivo, entre outros, de aferir se os casos reportados pela imprensa dizem respeito a pessoas que já antes estavam referenciadas.

Primeira conclusão: em 2018 nenhuma das vítimas dos homicídios resultantes de violência doméstica estava a ser acompanhada antes pela APAV. “O facto de não haver processo de apoio relativo a estas vítimas tranquiliza a instituição pelo trabalho que tem vindo a fazer para proteger as inúmeras pessoas que pedem apoio à APAV, mas por outro lado mostra que muitas vítimas continuam a sofrer em silêncio, tornando a sua vitimação conhecida da sociedade, infelizmente, quando o crime de homicídio já foi realizado”, destaca-se no relatório.

É o que se passa também com as vítimas de homicídio de forma tentada: “11 em 28 vítimas acompanhadas pela APAV mantinham uma relação de intimidade com o agressor, começando a ser acompanhadas apenas após ter havido uma tentativa de homicídio”.

Este grupo (vítimas de homicídio tentado) está em maioria nos processos de apoio da APAV e representa 25% dos utentes da RAFAVHVT. Quanto aos homicídios consumados, esta rede presta sobretudo apoio a pessoas que tinham uma relação de parentesco com a vítima – filhos (36%), pais (26%) e irmãos (18%).

(...)

As mulheres representam também a maioria dos utentes apoiados pela RAFAVHT tanto nos homicídios tentados (66%), como nos consumados (74%)."

Fonte: Público

Projecto SAFE: formação de profissionais em apoio a pessoas idosas maltratadas

Publicado .

 

A escola de psicologia da Universidade do Minho, através do Prof. José Ferreira-Alves, está a coordenar em Portugal o projecto europeu SAFE, que se destina a elaborar, testar e difundir os resultados da administração de um curriculum de formação de profissionais em apoio a pessoas idosas maltratadas. Este projecto está a ser levado a cabo com várias instituições de saúde, policiais, autárquicas e sociais, nomeadamente APAV - Gabinete de Apoio à Vítima de Braga, Câmara Municipal de Guimarães, PSP, GNR (NIAVE), vários centros de saúde, equipamentos sociais para pessoas idosas e ainda o Hospital de Braga. Deste projecto fazem parte médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, educadores sociais e forças policiais ligadas à violência doméstica. Este projecto terminará com um trabalho escrito onde se vão propor intervenções ao nível de políticas publicas que ajudem a prevenir e a intervir sobre o fenómeno do abuso à pessoa idosa.

16 Maio | Workshop O Direito de Ser Solidário: Mecanismos de Reforço da Consignação do IRS

Publicado .

A APAV e a Operação Nariz Vermelho promovem o Workshop "O Direito de Ser Solidário: Mecanismos de Reforço da Consignação do I.R.S.".

O workshop realiza-se no próximo dia 16 de maio, às 14.00, no Museu Coleção Berardo em Lisboa (Auditório do Piso -1). Este evento é organizado em parceria com a Luiz Gomes & Associados - Sociedade de Advogados.

O evento contará com Carlos Baptista Lobo, Manuela Ferreira Leite e Elísio Estanque no painel de oradores. A moderação estará a cargo da jornalista Helena Garrido.

Programa


Entrada livre, sujeita a confirmação através do e-mail:
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Estatísticas APAV | Vítimas de Homicídio | Relatório Anual 2018

Publicado .

A APAV apresenta o relatório estatístico da Rede de Apoio a Familiares e Amigos de Vítimas de Homicídio e Vítimas de Terrorismo (RAFAVHVT). O relatório reporta-se ao ano de 2018 e dá conta do apoio prestado por esta sub-rede da APAV e do trabalho do Observatório de Crimes de Homicídio (OCH) - Observatório de Imprensa dos Crimes de Homicídio em Portugal e de Portugueses Mortos no Estrangeiro.

Em 2018, a RAFAVHVT realizou 1218 atendimentos, entre novos processos de apoio e processos que tem vindo a acompanhar de anos anteriores, aos quais foram somados 28 crimes de homicídio em forma tentada e 19 crimes de homicídio na forma consumada em 2018. No entanto, as vítimas acompanhadas pela APAV são apenas uma parcela de uma realidade mais abrangente de homicídios que aconteceram em Portugal, ou de cidadãos/ãs portugueses/as mortos/as no estrangeiro.

Através do Observatório de Imprensa de Crimes de Homicídio em Portugal e de Portugueses no Estrangeiro, a RAFAVHVT contabilizou 87 crimes de homicídio consumado em Portugal e 25 portugueses/as assassinados/as fora de Portugal. O crescimento preocupante dos crimes de terrorismo levou a APAV a destacar o trabalho que tem sido levado a cabo nesta área, acrescentando, em 2019, o termo “Vítimas de Terrorismo” à designação da sub-rede.

Estatísticas APAV | Vítimas de Homicídio | Relatório Anual 2018

 

RAFAVHVT
A Rede de Apoio a Familiares e Amigos de Vítimas de Homicídios e Vítimas de Terrorismo - RAFAVHVT foi criada como sub-rede de apoio especializado da APAV em 2013, com o intuito de prestar um apoio que permita lidar com as consequências práticas, jurídicas, sociais e emocionais do crime de homicídio. Mais recentemente, a rede estendeu a sua designação também aos familiares de vítimas de terrorismo. Os familiares e amigos/as destas vítimas são vistos/as, frequentemente, como vítimas indiretas do fenómeno; todavia, o impacto nas suas vidas é real, direto, visível e profundo, causando alterações nas suas rotinas, qualidade de vida, bem-estar e até na saúde mental.